Sei que te amarei - Fábio Bolba


Sei que te amarei,
Por esta ou quantas vidas viver,
Mesmo depois da morte eu sei,
Que jamais ousarei te esquecer.

Sei que te amarei,
Mesmo que o mundo te esqueça,
Se preciso, perfeita te recriarei,
Pois tenho cada detalhe na cabeça.

Sei que te amarei,
Mesmo após a última lágrima cair,
Que acabe a força, ainda assim lutarei,
Ontem, hoje ou enquanto existir.

Sei que te amarei,
Mesmo todo tempo passando,
Pois valerá cada segundo que esperei,
E por isso e outras que sigo te amando.

Sei que te amarei,
E que meu destino será te adorar,
Que será eterno o amor que cultivei,
Pois se existe razão em viver, a minha é te amar.


                                          Fábio Bolba
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Muros - Fábio Bolba



Muros altos que hoje tapam as visões,
Tão altos quanto o orgulho dos corações.

Muros que hoje impedem as aproximações,
Que afastam com olhares de rejeições.

Muros erguidos pouco a pouco sem ponderações,
Tijolo a tijolo sem que houvesse restrições.

Muros que escondem a vergonha das humilhações
Que cercam aquilo que queremos, mas que há proibições.

Muros que expõem as diferenças das relações,
Onde pode ser corvardia entre ovelhas, serem leões.

Muros que rodeiam e separam em nome de paixões,
Que fazem de simples ensejos, grandes obsessões.

Muros inoportunos construídos por imposições,
Que fazem dos muros da vida, muros de lamentações.


                                   Fábio Bolba
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Resquícios - Fábio Bolba


Os ponteiros continuam correndo,
Mas, o tempo insiste em não passar.

As flores dizem que a primavera chegou,
Mas, as folhas que caem secas são de outra estação.

Os olhos ainda anseiam no firmamento,
Mas, uma tempestade de lágrimas nubla o olhar.

Os raios cálidos anunciam um novo crespúsculo,
Mas, petrificado, já não bate mais o coração.

O destino completou outra imensa volta,
Mas, imóvel, a vida não saiu do lugar.

A esperança teima em manter aceso todo furor,
Mas, a chama sucumbe aos caprichos da paixão.

O futuro impõe a escolha de outro caminho,
Mas, os passos levam sempre para o mesmo lugar.

Os sonhos afiançam não haver arrependimentos,
Mas, a realidade questiona as garantias da emoção.


                                Fábio Bolba
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O que sinto - Fábio Bolba


O que sinto por você é tamanho,
Que não há nada para comparar,
Nem se contassem todas as gotas dos oceanos,
Ainda assim não poderiam se aproximar.

O que sinto por você é tão explêndido,
Que não há palavras para explicar,
Nem se reunissem todos os poetas do mundo,
Ainda assim não poderiam expressar.

O que sinto por você é tão lindo,
Que não há versos para celebrar,
Nem se unissem todas as notas e melodias,
Ainda assim não poderiam decantar.

O que sinto por você é tão intenso,
Que não há nada para ilustrar,
Nem que juntassem todas as estrelas do céu,
Ainda assim não poderiam iluminar.

O que sinto por você é tão único,
Que não há nada para comparar,
Nem que somassem todas as histórias de amor,
Ainda assim não poderiam,
Meu amor por você superar.


                                  Fábio Bolba
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Se um dia... - Fábio Bolba


Se um dia qualquer me ausentar,
E da minha presença falta sentir,
Se o calor  do meu corpo se dissipar,
E a razão da paz não mais existir...

Se um dia a lembrança te machucar,
Ou por qualquer motivo vier a sofrer,
Se a saudade bater e não mais me encontrar,
E por essa falta, lágrima vier a verter...

Se um dia minhas palavras cessarem,
Insistente a solidão talvez te alcance,
Se as portas da felicidade se fecharem,
Desiludida a esperança enfim se canse...

Se um dia algo em algum lugar faltar,
E não souber explicar do que se trata,
Se for algo que o tempo não pôde curar,
Ou a angústia que o olhar triste retrata...

Se um dia o coração mais forte bater,
Poderá quem sabe sentir arrependimento,
Mas, se por algum motivo nada disso acontecer,
Terá a certeza enfim, de que nunca houve sentimento.


                                   Fábio Bolba
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Saudade - Fábio Bolba


Saudade, sentimento que consome,
Que faz sonhar mesmo estando acordado,
Repetir sem perceber o mesmo nome,
Lembrar em constância o feliz passado.

Sentimento que o brilho próprio ofusca,
Que torna o espírito tenso e pálido,
Fazendo da vida uma eterna busca,
Um desejo contínuo pelo beijo mais ávido.

Minha companheira das noites frias,
Que habita os sonhos e a realidade,
Emoção que justifica toda agonia,
Que descreve a exatidão do que é a felicidade.

Saudade que também assusta,
Angústia que não se pode controlar,
Sentimento que alto valor nos custa,
Num simples ensejo ou inocente balbuciar.

Um mosaico de sensações intensas,
Que ultrapassa os limites da razão,
Que faz da lembrança uma dor imensa,
E escancara a fragilidade de um coração.

Sensação que rege por tempos minha vida,
Que não permite viver toda sua intensidade,
Que seria pequena se pudesse ser medida,
E não seria amor se não fosse por tanta saudade.


                                                      Fábio Bolba
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O que sente não é amor - Fábio Bolba


O que sente não é amor,
É lembrança, apenas fascínio,
Uma necessidade quase egoísta,
De se apegar a um passado feliz.

Isso não é amor,
É saudade, apenas carência,
Falta de atenção de outrem,
De quem nunca será prioridade.

O que sente não é amor,
É pesar, apenas demagogia,
Tudo que viveu, foi tudo que perdeu,
E não se pode voltar atrás.

Isso não é amor,
É ilusão, apenas necessidade,
De elogios que te exaltavam,
De homenagens que inflavam o ego.

O que sente definitivamente não é amor,
É medo, apenas ressentimento,
Por perceber que perdeu quem te amava,
Que outra terá aquilo, que não pode mais ter.


                                       Fábio Bolba
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O sol não veio - Fábio Bolba


Hoje o sol não veio,
Mais um dia e a lacuna aberta,
Mas, lá fora está claro,
Todos podem sentir seu calor.
Mais uma vez o sol não veio,
E sinto um frio de paralisar,
Lá fora o azul do céu é mais intenso,
Aqui dentro é inverno de julho.
O dia lá fora está perfeito,
A vida segue seu curso natural,
Mas, o sol hoje não veio,
Falta algo em algum lugar.
Alguns correm e conversam pela orla,
Outros caminham pela areia,
Mas, aqui dentro está nublado,
Sinto as trevas invadir meu coração.
Ouço as gargalhadas nos bares,
Vejo as crianças brincarem na praça,
Mas, ouço os trovões que assustam,
Sinto o cansaço me dominar.
As ondas se quebram na praia,
Num maçante movimento regular,
O vento sopra para longe meus sonhos,
E a esperança que o acompanha, se esvai.
Mas, o sol não veio,
E espero pelo calor dos seus raios,
Anseio por seu afago ardente,
Desejo que tudo regresse a seu lugar.
O sol, mais uma vez, não veio,
Não, infelizmente ele não veio,
E não há como radiar qualquer luz,
Envolto a tantas nuvens de dor.
Espero que amanhã ele repareça,
E devolva o fulgor a minha vida,
A dor de sua ausência é insuportável,
Não existe viver, se não estiver aqui comigo.


                               Fábio Bolba
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Madrugada de quinta - Fábio Bolba


É madrugada de quinta,
E o sono não me encontrou,
Passa de meia-noite e trinta,
E mais um dia se arrastou.

É frio do mês de julho,
Na madrugada apavorante,
A solidão açoita o orgulho,
O silêncio se faz redundante.

Enrolado ao cobertor no escuro,
Sufocado, entregue ao desatino,
Calado e um tanto inseguro,
Amedrontado feito menino.

O quarto um diminuto espaço,
A cama imensa continua deserta,
Na vida que falta um pedaço,
Da vida agora tão incerta.

E eu aqui deitado desamparado,
De saudade o coração se exalta,
Mais uma noite sem você do meu lado,
Não durmo sentindo sua falta.


                                    Fábio Bolba
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Vida boêmia - Fábio Bolba


Fumo e bebo quantias satisfatórias,
Boêmio perdido, resultante de uma decepção,
Num lento trago a derradeira rogatória,
Num longo gole um brinde a solidão.

Vivo os prazeres dessa existência airada,
Aspiro vícios que no fundo me salvaram,
Sou resquícios de uma vida outrora regrada,
O excedente das dores que me moldaram.

Vadio, com estórias vergonhosas,
Sou amante da noite, refém da ocasião,
Descrevo em versos, também em prosas,
Trajes sórdidos do que restou da emoção.

Eloquente orador que aos poucos perde a voz,
Suicida confesso, que nem sempre foi assim,
De coração partido por um sentimento atroz,
Apegado aos vícios que cuidaram de mim.

Sou jardim que há tempos não pode mais medrar,
Ressequido e cheio de espinho sem chamar atenção,
Envolto nas consequências de para o amor se entregar,
Não posso mais amar, pois há tempos levaram meu coração.


                                    Fábio Bolba
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Por favor, não me esqueça - Fábio Bolba


Onde quer que esteja,
Por favor, não me esqueça,
Com quem quer que esteja,
O que quer que aconteça.
Não me esqueça, por favor,

Quero sempre habitar teu pensamento,
Acreditar que também pensa em mim,
Quero sempre habitar teu sentimento,
Sentir que sente o mesmo por mim.

Onde quer que esteja,
Por favor, não me esqueça,
Mesmo que não ouça, não me veja,
O que quer que aconteça.
Não me esqueça, meu amor,

Mesmo que outro amor te faça feliz,
Não se esqueça do quanto te amei,
Mesmo que faça um pouco do muito que fiz,
Ainda será pouco perto do que farei.

Passe o tempo que passar,
Não me esqueça, por favor,
Meu sentimento não vai mudar,
Não me esqueça, meu amor.

Me leve no coração para onde for,
Onde estiver, estarei com você,
Não me esqueça, por favor,
Pois meu coração recusa te esquecer.


                                      Fábio Bolba
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O que dizer? - Fábio Bolba


O que dizer que já não tenha dito?
Do coração ferido?
Do desamor vivido?
Do tempo perdido?

O que dizer que já não tenha ouvido?
Do sonho esquecido?
Do sentimento envolvido?
Do amor sucumbido?

O que dizer que já não seja repetitivo?
Do choro contido?
Do desejo nutrido?
Do carinho sentido?

O que dizer que seria o fim da agonia?
Dizer que sinto saudades, bastaria?
Se dissesse que ainda amo, ouviria?
Repetir o que foi dito, de volta a traria?


                            Fábio Bolba

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Essa solidão - Fábio Bolba


Que seja passageira essa solidão,
Pois sinto falta de carinho,
Do gosto, do cheiro, da emoção,
Daquilo que não se tem sozinho.

Que não dure muito essa solidão,
Pois quero novamente me arrepiar,
Quero o frio na barriga, a excitação.
Receber o que estou disposto a dar.

Que seja momentânea essa solidão,
Pois viver assim não é o bastante,
Quero sentir outra vez o calor da paixão,
Sentir a ansiedade, o peito ofegante.

Que não persista essa solidão,
Pois prefiro ter o sorriso no semblante,
Ter de volta à quem dar atenção,
Ser o amor, o amado e o amante.

Que seja temporária essa solidão,
Pois sinto falta de um abraço apertado,
Do toque suave que acelera o coração,
Do corpo ardente, do beijo molhado.

Que não seja eterna essa solidão,
Pois sinto falta do desejo abrasador,
Daquele sentimento maior que a razão,
Daquilo que representa o que é o amor.


                                         Fábio Bolba
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O Tempo - Fábio Bolba


A tristeza toma meus pensamentos nos braços,
Guia a imaginação na velocidade da luz,
Viajando pela imensidão num curto espaço de tempo.
Tempo este, que deixa de existir
Quando a saudade me consome.

A cruel realidade puxa meu tapete mágico,
Me atirando num precipício obscuro,
Tornando o tempo massacrante.
Tempo este, que não passa
Quando a solidão me assola.

A ilusão torna as lembranças reais,
E de olhos fechados vejo a face da felicidade,
Posso sentir o cheiro, o sabor e esqueço do tempo,
Tempo este, que só aumenta a dor
Pois a saudade me sufoca.

A distância torna a vida um calvário,
Rouba as esperanças de minha alma sofrida,
Me joga na cara que qualquer recordação se vai com o tempo.
Tempo este, que só aumenta o sofrimento
Pois a solidão me atormenta.

A saudade diz que ela ainda está no coração,
E que ali ficará tatuada, eternamente,
Revivendo os momentos daquele tempo feliz.
Tempo este, que insiste em voltar
Quando a esperança me entorpece.

A solidão se tornou uma amiga íntima,
E prometeu jamais me abandonar,
Aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar.
Mesmo que mate o tempo,
Mesmo que morra depois do fim dos tempos.



                          Fábio Bolba
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A cada recomeço - Fábio Bolba


Analisando o passado vivido,
Em velhas cartas de outrem a mim,
Reviro sonhos por tempo esquecidos,
Revivo amores que pareciam sem fim.

Mergulho nas lembranças da vida,
E nesse reencontro o tempo para,
Relembro cada regresso, cada partida,
Das feridas que só o tempo sara.

Rendo-me aos encantos da saudade,
No instante que a lágrima se forma no olhar,
E a chama de velhos amores me invade,
Quando cada epístola, começo folhear.

Recordo em minúcia cada sensação,
A ansiosa inquietude na forma de carinho,
O corpo que buscava o furor da paixão,
E dos amores que se perderam no caminho.

E de coração boêmio que tanto se envolveu,
Pude seguir, mesmo depois de cada tropeço,
Aprendi que o que a vida tirou, ela devolveu,
E generosa deu outra chance a cada recomeço.


                               Fábio Bolba
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Eu teria - Fábio Bolba


Eu a teria dado meu melhor na dificuldade.
Eu teria buscado forças nos confins.
Eu a teria revelado meu amor sem limites.
Eu teria esperado o mau humor passar.

Eu a teria segurado as mãos na aflição.
Eu teria mantido minha sanidade no desespero.
Eu a teria carregado nos braços no cansaço.
Eu teria superado meu orgulho próprio.

Eu a teria doado minha vida sem titubear.
Eu teria aprendido a arte da compreensão.
Eu a teria feito sorrir nos dias cinzentos.
Eu teria cuidado de cada momento seu.

Eu a teria aquecido nas madrugadas frias.
Eu teria encontrado a solução dos seus problemas.
Eu a teria dado suas rosas vermelhas preferidas.
Eu teria respeitado o silêncio de sua introspecção.

Eu a teria acompanhado nos piores instantes.
Eu teria festejado cada momento de sucesso.
Eu a teria protegido das maldades do mundo.
Eu teria feito o impossível se preciso fosse.

Eu a teria tatuado em minha alma e coração.
Eu teria soprado suas preocupações durante o sono.
Eu a teria descrito em românticos contos e versos.
Eu teria feito tudo em nome desse eterno amor.



                             Fábio Bolba
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Tua presença - Fábio Bolba



Ainda sinto nas batidas do meu coração,
O pulsar que sempre chama o mesmo nome,
Nas batidas que manifestam toda gratidão,
Por um sentimento que ainda me consome.

Ainda sinto o calor do afago de um abraço,
Que confortava o corpo e alimentava a alma,
Que por um momento me lançava ao espaço,
Mas, no mesmo segundo retomava a calma.

Ainda vejo a imagem refletida no olhar,
A ternura de um sorriso tímido, sorrateiro,
No olhar meigo que não temia se entregar,
Ao sentimento mais sincero e verdadeiro.

Ainda ouço as palavras soltas ao vento,
A brisa leve traz a fragrância da saudade,
Que tenta em vão iludir os pensamentos,
Suscitando sonhos antigos opostos a vontade.

Ainda lembro-me do silêncio que nos marcou,
No momento em que não se tinha o que falar,
No instante fascínio em que o tempo parou,
Para que nas asas da paixão pudéssemos vaguear.


Ainda trago comigo sentimentos que foram teus,

Lembranças felizes de uma linda história de amor,
Que fazem sentir mesmo depois do triste adeus,
A presença serena que ainda apazigua minha dor.


                                                 Fábio Bolba

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